Data: 28/08/2018 Hora: 01:31:43
Por: Maycon Morano, diretor de Comunicação Institucional da Câmara Municipal
Câmara recebe autoridades para debater regulação de vagas de UTIs
Frente Parlamentar em Defesa da Saúde vai encaminhar ofício para Estado sobre soluções apontadas

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Foto:Comunicação CMPP

Nessa segunda-feira (27), a Frente Parlamentar em Defesa da Saúde da Câmara Municipal de Presidente Prudente realizou uma reunião pública no Plenário "Dr. Francisco Lopes Gonçalves Correia" para discutir a regulação das vagas de Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) e Semi UTIs da cidade. O encontro contou com a presença de vereadores, representantes de órgãos públicos e privados, além da população em geral que pode acompanhar.

A reunião foi conduzida pelo presidente da Casa de Leis, vereador Enio Perrone, juntamente com o presidente da Frente Parlamentar, vereador Demerson Dias (Demerson da Saúde). Participaram os vereadores Izaque Silva (vice-presidente da comissão), William Leite (secretário); e os membros Adão Batista, Profª Alba Lucena, Anderson Silva, Elza do Gás, José Tabosa e Natanael Gonzaga; e, ainda, os vereadores José Geraldo de Souza (Geraldo da Padaria) e Wellington Bozo. A vereadora de Presidente Venceslau Lucimara Dias também esteve presente.

O encontro contou com a participação do deputado estadual Ed Thomas; do Procurador da República Dr. Tito Lívio Seabra, representando o Ministério Público Federal; os Defensores Públicos Giovana Devito dos Santos Rota e Matheus Assad João; o secretário municipal de Saúde de Presidente Prudente, Valmir da Silva Pinto; a secretária de Saúde de Presidente Venceslau, Suzi Bonifácio; Gisele Dassie Leite Garrido, representando o Departamento Regional de Saúde; Juliana Vieira de Carlos Gouvêa, representando o Conselho Regional de Enfermagem (Coren); o presidente da Fundação Hospital Regional do Câncer de Presidente Prudente (HRCPP), Antonio da Cunha Braga; o gerente administrativo da Santa Casa de Misericórdia de Presidente Prudente, José Roberto Garcia; o provedor da Santa Casa de Presidente Venceslau, Reginaldo Beraldo; Clarissa Beraldo Cremonezi, representante do Hospital Estadual de Presidente Prudente; Caio Mendez de Lima, representando a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) "José Carlos Roberto (Café) do Conjunto Habitacional Ana Jacinta; Zuleica Prete, da UPA  da Zona Norte; Juliana Neves Garcia, em nome do Consórcio Intermunicipal do Oeste Paulista (Ciop); o presidente do Conselho Municipal de Saúde (CMS) de Presidente Prudente, Fábio Ortiz; e o presidente do CMS de Presidente Venceslau, Carlos Henrique Morais Oliveira.

A maioria dos presentes fez uso da palavra para abordar os problemas da saúde pública em Presidente Prudente e toda a região, como falta de leitos, estrutura física e vagas nas unidades hospitalares.

O presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Saúde, vereador Demerson da Saúde, ressaltou, novamente, a necessidade de mudança para Presidente Prudente da regulação da Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (CROSS) do Governo do Estado de São Paulo, que atualmente é centralizada na capital paulista.

"Fizemos um estudo e percebemos que algumas situações podem ser resolvidas, como, por exemplo, descentralizar a CROSS. Voltar para Presidente Prudente, que na origem era aqui. E porque isso? Para dar mais rapidez", pontuou o parlamentar. "O Governo Municipal está fazendo seu papel que é o básico, juntamente com as UPAs, que é o acolhimento e primeiros atendimentos. Quando chega a situação de uma necessidade de encaminhar, para a ser responsabilidade do Estado. Isso se dá mais rapidez. Até mesmo para o médico", ponderou Demerson da Saúde.

Depois, o presidente da Fundação HRCPP, Antonio da Cunha Braga, fez outra sugestão ao lembrar que o hospital está na segunda fase de conclusão, com 120 leitos prontos, mobiliados; 16 Semi UTIs; 10 leitos de UTIs; e a partir de outubro "está pronto para iniciar a terceira fase", que é seu "pleno funcionamento".

"Estamos assistindo aqui em Presidente Prudente gente morrendo nas UPAs, com um hospital praticamente concluído. A pergunta que deve ser feita, na minha opinião, é porque não fazer uma ação efetiva com o Estado na busca de se fazer com que o Hospital do Câncer, já a partir de outubro, novembro, não tenha alocação de recursos para que este hospital passe a ser referência em oncologia?", questionou Braga.

O presidente da Fundação HRCPP explicou que, apesar dos pacientes que estão nas UPAs não serem casos oncológicos, esta ação ajudaria a todos indiretamente. "O que nós propomos, e o que tem que ser discutido, é porque não transferir a oncologia dos dois hospitais públicos hoje, as duas Unacons [Unidade de Alta Complexidade em Oncologia] existentes em Presidente Prudente, para o Hospital do Câncer, abrindo vagas da UTI, leitos e demais serviços da Santa Casa e do HR", pontuou. De acordo com Braga, "somente" trazer a regulação dos atendimentos para Presidente Prudente e região "não vai resolver, se não ampliar a infraestrutura da Santa Casa e do HR".

Estes pontos, a descentralização do CROSS e a viabilização do Hospital Regional do Câncer para desafogar as outras unidades de saúde, juntamente com várias outras abordagens da reunião pública, farão parte de uma Ata que será entregue para o Governo do Estado de São Paulo e demais autoridades envolvidas, com uma cópia da gravação do encontro.

A reunião foi transmitida ao vivo e está disponível no canal da TV Câmara no YouTube: www.youtube.com/tvcamaradepresidenteprudente.

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